Este período assiste ao início de uma nova lógica que vê no marketing um processo económico e social contínuo onde a gestão de recursos é essencial. Esta lógica não vê os resultados financeiros como um fim em si, mas como um teste às várias hipóteses de mercado em função de determinadas propostas de valor feitas pelas empresas.
Por tudo isto, e a partir da década de 80, começaram a surgir outras abordagens
paralelas ou complementares ao pensamento de marketing baseadas nas variáveis
do chamado marketing-mix tradicional – preço, produto, comunicação e distribuição.
A partir dos anos 90, iniciou-se uma corrente de opinião mais assente na necessidade de
encontrar um pensamento de marketing mais orientado para a gestão de recursos
intangíveis, como a gestão das relações entre fornecedor-consumidor. Um novo
paradigma de marketing parece formular-se em torno do marketing individualizado
e personalizado (one-to-one) deixando para trás o paradigma do marketing de
massas.
Actualmente, é uma constatação que as empresas têm tendência em concentrar os seus esforços onde são mais competentes, subcontratando todas as restantes actividades. Ao
contrário das organizações corporativas da chamada era industrial, empresas como a Nike não produzem elas próprias praticamente nada, focando os seus esforços apenas na área de marketing e na gestão de parcerias e alianças estratégicas.
É por isto que o gestor de marketing, para além da sua necessária orientação para o
consumidor, deve possuir características excepcionais para manter e reforçar as
relações com os seus clientes, fornecedores e parceiros.